Sábado, 4 de Julho de 2009

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

FLORESTA VAZIA OU DESCONHECIDA?

Guaxinim (também conhecido por "mão-pelada") flagrado na RPPN Rio das Lontras.

A importância das UCs e como melhorar nosso sistema de proteção e gestão.

FLORESTA VAZIA OU DESCONHECIDA?

Por Jussara Mangini

Agência FAPESP – Um grupo de biólogos e ecólogos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizou, durante quatro anos, censos de mamíferos cinegéticos (que são alvo de caça) em 12 unidades de conservação da Mata Atlântica de São Paulo.

Após o agrupamento de todos os censos, os dados foram comparados com outros levantamentos feitos em toda a extensão do bioma. A metanálise foi publicada em artigo na edição de junho da revista Biological Conservation.

O trabalho consiste na maior amostragem das populações de grandes mamíferos na Mata Atlântica e foi produzido a partir de um projeto ligado ao programa Biota-FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular, conduzido pelo professor Mauro Galetti, do Laboratório de Biologia da Conservação do Departamento de Ecologia da Unesp, em Rio Claro.

Segundo Galetti, até então, a maioria dos censos na Mata Atlântica enfocava apenas fragmentos pequenos, ignorando áreas contínuas do litoral. “Boa parte dos pesquisadores acredita que as populações de grandes mamíferos estão salvas nas principais áreas protegidas do litoral. Temos em São Paulo a maior floresta contínua de Mata Atlântica, sobre a qual não se sabe quase nada”, ressaltou.

O projeto fez um diagnóstico das populações de grandes mamíferos em áreas de conservação não fragmentadas para estimar as populações de espécies pouco conhecidas como mono-carvoeiro, queixadas, cutias, esquilos e outras que são alvos de caça. “Nossa pesquisa buscou entender o que explica a variação de abundância de grandes mamíferos nesse contínuo florestal e também em toda a Mata Atlântica”, disse Galetti.

Os censos foram realizados em 12 unidades de conservação nas três maiores ilhas de São Paulo: do Cardoso, Ilhabela e Anchieta. Também foram amostradas as populações de mamíferos na Serra de Paranapiacaba – parques do Petar, Carlos Botelho, Intervales, Jacupiranga e Jureia – e Serra do Mar – parques Picinguaba, Caraguatatuba, Cunha e Santa Virgínia –, além do Jurupará, que liga as duas serras, onde há floresta contínua.

A escassez de grandes animais, como anta, queixada e macacos, pode ser explicada pela pressão de caça e tipo de floresta, apontam os pesquisadores. Em contrapartida, a abundância dos pequenos mamíferos, como cutias e saguis, aumenta em áreas com maior pressão de caça, um fenômeno chamado de “compensação de densidade”.

Para quantificar o volume de animais abatidos ilegalmente dentro dos parques, Rodrigo Nobre, aluno de mestrado de Galetti descobriu que, anualmente, cerca de 500 tucanos e de 400 inhambus são mortos na região de Picinguaba. “É um fato alarmante, já que as Unidades de Conservação deveriam ser um lugar em que a fauna se encontra protegida, mas não foi isso que encontramos”, comentou Galetti.

Abundâncias diferenciadas

“Cada região da Mata Atlântica tem uma abundância diferenciada de grandes mamíferos. Essa enorme variação reflete, em parte, a pressão de caça em cada área e a abundância de recursos-chave como o palmito juçara”, disse Galetti.

Os parques localizados na Serra de Paranapiacaba têm uma grande abundância de primatas, mas são pobres em ungulados, como queixadas e veados. Por outro lado, na Serra do Mar, próximo a Ubatuba e Caraguatatuba, várias espécies, como onça pintada e mono-carvoeiro, são muito raras ou foram extintas localmente. Porém, o queixada (porco-do-mato), que é um animal ameaçado de extinção, é muito comum no Parque Estadual de Santa Virgínia e na Ilha do Cardoso.

Em Ilhabela, que tem mais de 30 mil hectares e é toda florestada, as populações de grandes mamíferos são muito baixas. “Ilhabela possui a mastofauna mais empobrecida de São Paulo, mas tem a maior abundância de espécies de aves de grande porte, como jacutingas e macucos”, disse Galetti.

“Não sabemos a causa dessa alta abundância, isso ainda é um mistério, já que existe muita caça na ilha. Uma hipótese é a existência de áreas de acesso muito difícil para caçadores na ilha, e essas populações se concentrariam ali.”

Defaunação na diversidade de plantas

Um Projeto Temático aprovado recentemente no âmbito do Biota-FAPESP pretende avaliar qual o efeito da variação em abundâncias de grandes mamíferos na diversidade vegetal das plantas.

“Todos esses grandes mamíferos são importantes dispersores e predadores de sementes e também herbívoros, e são eles que controlam ou favorecem as populações de diversas espécies de plantas”, apontou Galetti.

Além disso, o projeto pretende estimar a abundância de algumas espécies, usando técnicas de extração de DNA fecal e de pelos. Antas, felinos e queixadas são raramente avistados pelos pesquisadores na floresta, mas deixam seus vestígios por onde andam.

“Nosso laboratório na Unesp, junto com pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos, está trabalhando intensamente na elaboração de marcadores moleculares dessas espécies. Com isso, teremos em mãos uma ferramenta importante para determinar não apenas o tamanho populacional dessas espécies, mas também sua variabilidade genética”, disse Galetti.

Mais informações sobre o Biota–FAPESP: www.biota.org.br

O artigo Priority areas for the conservation of Atlantic forest large mammals, de Mauro Galetti e outros, pode ser lido por assinantes da Biological Conservation AQUI

* Agradecimento especial pela pauta: Rosan Fernandes

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

CAMERON DIAZ PRECISA DE VOCÊ!

PLANETA TERRA: A VERDADEIRA CELEBRIDADE!



Cameron Diaz está na capa da edição de junho da revista “Marie Claire” americana. A capa da publicação, que foi divulgada em seu site oficial, avisa: “Cameron precisa de você”.

Em entrevista, a atriz revela o motivo de precisar de ajuda. Ela quer salvar o planeta. “É o nosso planeta, sabe? A Terra deveria ser uma estrela nas nossas vidas. Como faremos para transformar a Terra em uma celebridade? Quero que todos saibam o que o planeta é”, disse.



Além de tratar de questões ecológicas, Cameron posa para um ensaio fotográfico com um decote ousado e fala sobre seu jeito estabanado – ela já quebrou o nariz quatro vezes. “As coisas simplesmente encontram meu rosto. É muito louco”, disse.



Sábado, 30 de Maio de 2009

FOTOS DO VIVA A MATA 2009




O VIVA A MATA 2009 rendeu muitas imagens, encontros, conhecimento, trocas, sonhos de um planeta mais equilibrado, menos desigual, mais preservado, menos corroído, mais limpído, menos pausterizado, mais lúcido...

* CLIQUE NO ÍCONE PARA VER AS FOTOS EM TELA CHEIA E AINDA LER AS LEGENDAS.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

RPPN RIO DAS LONTRAS NO VIVA A MATA 2009

Banner com imagens da RPPN Rio das Lontras que estará no estande das Reservas Particulares no Viva a Mata 2009.

Essa semana acontece no Parque do Ibirapuera em São Paulo o VIVA A MATA 2009, um mega evento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica e que estaremos participando no estande das Reservas Particulares mostrando os trabalhos realizados no Plano de Manejo da RPPN Rio das Lontras.

De quebra estaremos recebendo do Instituto Chico Mendes Para Conservação da Biodiversidade - o ICMBIO - a Portaria de aumento de área da RPPN.

Para saber mais sobre a programação do VIVA A MATA 2009, CLIQUE AQUI!


Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

CAMISETAS TECIDO ECOLÓGICO


Camisetas da RPPN Rio das Lontras colaborando com o meio ambiente:

Com tecido feito de garrafas PET reciclada, é super resistente, confortável, bonita e já faz parte do guarda roupa de muita gente antenada com a moda e com o bem-estar do Planeta, ainda mais com a charmosa logomarca criada pelo genial cartunista e escritor Ziraldo.

Todo mundo sabe que o descarte das embalagens cria um sério problema ambiental. Ao invés de aumentar os volumes dos lixões, esse nobre derivado do petróleo pode e deve tomar outro rumo - o da reciclagem. Muitos municípios possuem programas de recolhimento e conscientizam a população sobre a importância do destino correto desse material, que representa 30% dos resíduos sólidos das cidades.

MAIS DE 100 ANOS POLUINDO A NATUREZA

Só para você ter uma idéia, as garrafas PET (Poli Teraftalato de Etileno) levam mais de cem anos para se decomporem na natureza. O maior valor do trabalho com a malha PET é saber que estão sendo produzidos tecidos de materiais que antes poluíam as cidades e rios. É bom para todo mundo. Além contribuir para a saúde do meio ambiente, quem compra uma roupa PET pode ter certeza de estar adquirindo um produto de alta qualidade.

Ao adquirir a camiseta da RPPN Rio das Lontras você estará colaborando com os projetos de proteção da Mata Atlântica. Para maiores informações entre em contato através de nosso formulário no final da página.